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Projeto: Construção do Memorial Oliveirense de Arquitetura

Pilares atendidos: Social, Cultural e Educacional

A memória coletiva é uma importante fonte de coesão para os grupos sociais. Quando nos reconhecemos em uma história comum temos o sentimento de pertencimento fortalecido, e por isso tendemos a ser mais solidários. Um grupo que possui uma identidade forte geralmente é mais seguro e enfrenta melhor as crises, sejam elas econômicas, culturais ou políticas. Grupos com uma memória bem trabalhada sucumbem menos facilmente às mudanças e possuem meios de elaborá-las, construindo projetos de futuro mais conscientes. Ou seja, uma sociedade que conhece seu passado sabe melhor para onde deseja ir.

A preservação do patrimônio cultural, bem como a construção de museus e memoriais, são de suma importância para a construção da memória coletiva. O ato de lembrar não é um processo natural, a lembrança geralmente é desencadeada por elementos externos ao indivíduo, como casas, objetos, ou mesmo o relato de outras pessoas. O patrimônio arquitetônico de uma cidade funciona como um mapa que localiza as pessoas em relação às suas próprias lembranças, mas também em relação à história da coletividade, trazendo o sentido de que participamos de um grupo anterior a nós. As construções históricas de Oliveira são suportes para a memória e elementos que desencadeiam a reflexão histórica de toda a sua região. Nesse sentido, um memorial é uma forma de elaborar a lembrança trazida pelo patrimônio arquitetônico. A curiosidade despertada pelos casarões, por exemplo, será alimentada de informações sobre a história da cidade, a história da arquitetura, a formação da sociedade oliveirense etc. O memorial será importante por trazer tanto a história da apuração estética e engenho das gerações anteriores, quanto a reflexão sobre o passado em suas páginas mais obscuras, como a escravidão e o massacre dos povos indígenas que viviam no território onde hoje se localiza Oliveira.

Um memorial não é, de forma alguma, uma mera ode ao passado. Como aponta Bergson: “é do presente que parte o chamado ao qual a lembrança responde”.

O memorial irá desempenhar um importante papel neste sentido. Ao democratizar o acesso da população a seu patrimônio arquitetônico, além de fortalecer a cidadania, a identidade e a autoestima dos oliveirenses e também das cidades que compõem o Centro Oeste Mineiro, posto que suas histórias são muito parecidas, certamente trará uma maior consciência na valorização do patrimônio cultural destas cidades como um todo, servindo de exemplo. Além de fortalecer o turismo regional. Importante fonte de renda e crescimento sustentável.

O memorial é uma forma de Educação Patrimonial, entendida aqui como um permanente e sistemático trabalho educacional que tem no Patrimônio Cultural a fonte primária de enriquecimento individual e coletivo.

Não se trata de reunir imagens que alimentariam apenas um saudosismo improdutivo que não contribui para a ampla e necessária evolução social e econômica de uma cidade.

O espaço vivo e interativo será também local para estudos de temas universais da antropologia, história e das artes ligadas ao espaço humano de convivência, estimulando novas pesquisas e uma série de atividades educacionais, culturais e de entretenimento. Promovendo também o conhecimento, troca de experiências e socialização entre os visitantes.

Um memorial como o que está sendo criado com certeza fará com que não só os oliveirenses, turístas e as cidades do Centro Oeste se “(re) conheçam, (re)valorizem e se (re)apropriem de toda uma herança cultural pertencente a eles mesmos”.

O Memorial Oliveirense de Arquitetura abrigará a sede do Instituto Dona Neném.